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A dependência química na atualidade corresponde a um fenômeno amplamente divulgado e discutido, uma vez que o uso abusivo de substâncias psicoativas tornou-se um grave problema social e de saúde pública em nossa realidade. Entretanto, falar sobre o uso de drogas, particularmente sobre a dependência química, traz à tona questões relacionadas diretamente ao campo da saúde, o que implica na necessidade de realizar uma reflexão sobre esse fenômeno no âmbito das concepções sobre saúde e doença, vigentes ao longo da história do homem, bem como no momento atual. Isso porque temas como saúde, doença e drogas sempre estiveram presentes ao longo da história da humanidade, embora cada período apresente uma maneira particular de encarar e lidar com esses fenômenos, de acordo com os conhecimentos e interesses de cada época.
No que diz respeito ao uso de substâncias psicoativas, ao contrário do que se pensa, esse não é um evento novo no repertório humano (Toscano Jr., 2001), e sim uma prática milenar e universal, não sendo, portanto, um fenômeno exclusivo da época em que vivemos. Pode-se dizer, então, que a história da dependência de drogas se confunde com a própria história da humanidade (Carranza & Pedrão, 2005), ou seja, o consumo de drogas sempre existiu ao longo dos tempos, desde as épocas mais antigas e em todas as culturas e religiões, com finalidades específicas. Isso porque, o homem sempre buscou, através dos tempos, maneiras de aumentar o seu prazer e diminuir o seu sofrimento (Martins & Corrêa, 2004).
Entretanto, é importante pontuar que os hábitos e costumes de cada sociedade é que direcionavam o uso de drogas em cerimônias coletivas, rituais e festas, sendo que, geralmente, esse consumo estava restrito a pequenos grupos, fato esse que apresentou grande alteração no momento atual, pois hoje se verifica o uso dessas substâncias em qualquer circunstância e por pessoas de diferentes grupos e realidades.
Por outro lado, em relação à saúde e à doença, estas também despertaram a atenção do homem desde a Antiguidade, uma vez que estão diretamente relacionadas a questões que fazem parte da condição humana, como é o caso da reflexão sobre a vida e a morte, o prazer e a dor, sofrimento e o alívio, trazendo à tona, a inerente fragilidade do homem.

Promoção e Prevenção na Dependência Química: Uma Realidade de acordo com o Novo Paradigma de Saúde

A dependência química, como um grave problema de saúde pública, necessita de atenção especial. Portanto, a área de saúde tem muito a realizar no que diz respeito ao uso de drogas e à promoção de saúde (Gelbcke & Padilha, 2004). Assim, trabalhar essa questão na nossa realidade exige um conjunto de ações específicas que envolvam melhorias tanto no tratamento em si, no caso da dependência já instalada, quanto em termos de promoção e prevenção ao uso de drogas, de acordo com o modelo biopsicossocial de saúde, o qual apresenta uma concepção holística do ser humano.
Dentro desses parâmetros, considerando-se as características e os fatores relacionados ao uso de drogas na atualidade, a condução de um programa terapêutico para o indivíduo dependente exige uma avaliação individual, uma vez que não existe um modelo que seja adequado para todos os pacientes. Atualmente, diversos tipos de tratamento estão sendo implantados para o trabalho com a dependência química, como por exemplo, o tratamento médico, o comportamental, o psicoterápico, o psiquiátrico ou o da ajuda mútua. Esses tipos de tratamentos implicam em intervenções terapêuticas específicas, a saber: desintoxicação (considerado apenas o primeiro passo), farmacoterapia, psicoterapias (individual, em grupo e com os familiares), terapias (ocupacional e cognitivo-comportamental), além dos grupos de ajuda mútua (Macieira, 2000).
É necessário pontuar que o atendimento a dependentes químicos envolve dois aspectos centrais: primeiro, a desintoxicação com a finalidade de retirada da droga e seus efeitos, e segundo, a manutenção, ou seja, a reorganização da vida do indivíduo sem o uso da droga (Macieira, 2000). Estudos apontam que, ainda hoje, observam-se baixos índices de sucesso no tratamento da drogadicção, pois diversos fatores podem contribuir para a não adesão ao tratamento, o abandono ou, até mesmo, para o uso de substâncias psicoativas durante o mesmo (Aguilar & Pillon, 2005).
Entretanto, segundo Ferreira e Luis (2004), é de suma importância destacar que a realidade brasileira nunca teve uma política específica de saúde, em nível nacional, a respeito da questão das drogas, o que começou a mudar a partir de 1988 quando foram definidos os requisitos para a criação dos Centros Regionais de Referência em Prevenção e Tratamento ao uso abusivo de drogas, sejam estas lícitas ou ilícitas.
Com a Declaração de Caracas, em 1990, vinculou-se a atenção psiquiátrica à atenção primária em saúde. Com a reforma psiquiátrica, foram estabelecidas novas diretrizes para a assistência em saúde mental, definindo as normas a serem seguidas para a implantação dos chamados Núcleos/Centros de Atenção Psicossocial (NAPS/CAPS). Assim, segundo Ferreira e Luis (2004), em um primeiro momento, os casos de intoxicação/abstinência em relação ao uso de drogas eram encaminhados para os mesmos, porém estes não atendiam todas as necessidades dos usuários.

 

Trecho de estudo feito por: 

Elisângela Maria Machado Pratta
Universidade Camilo Castelo Branco
Manoel Antonio dos Santos
Universidade de São Paulo


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E o que dizer do sofrimento dos familiares? São pais e mães que veem seus lares se desestruturando e sendo geridos pela droga. Ela passa a ser protagonista da história. É preciso um trabalho sério, árduo, paciencioso, com a inclusão de todos, para combater o grande mal do século XXI. O apoio familiar, através da compreensão, do amor, da firmeza e da serenidade, são fundamentais para que o jovem adicto mantenha-se determinado no tratamento e supere todas as dificuldades que possam vir. E elas virão, não tenha dúvida.
Quanto ao poder público, entendo que a população deve se mobilizar para continuar exigindo que a saúde pública assista estes jovens, que lhes forneça tratamento para reabilitação, internação, atendimento e suporte. Nós, homens públicos, precisamos fazer a nossa parte e criar mecanismos que garantam a saúde destes cidadãos que, longe da dependência, voltarão a estudar, a ter uma vida social, profissional, e, assim, um futuro que se abrirá à sua frente.

Na Clínica de Reabilitação e Tratamento para Dependentes Químicos Nova Aurora, temos uma equipe especializada com profissionais altamente treinados e com nível superior para o tratamento do dependente de Crack.

A Nova Aurora é uma clínica de recuperação para dependentes químicos de Recife – PE, atendendo também dependentes de João Pessoa – PB, Maceió -AL e Natal – RN que está com as portas abertas a quem precisar! Ligue-nos para que possamos lhe orientar.


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Os órfãos do crack, aqueles que estão em casa à espera da mãe ou do pai viciados, ainda correm o risco de virarem mercadoria no comércio do crack. No Parque Amazônia em Goiânia, na segunda-feira, dia 9, a mãe tentou trocar a filha recém-nascida por 20 reais de pedras de crack. Ela daria a filha a um traficante em troca de uma porção da droga. A família dela se disse envergonhada. Mas, antes de julgar a mãe, é preciso observar que ela não mais opera com a razão, já tendo a sua racionalidade completamente destruída e tomada pela vontade do consumo da droga.
Para o combate incisivo ( Tratamento para a dependência do Crack  ) desse mal que tem dizimado milhares dos nossos, faz-se necessária a atuação em três frentes de mobilização: prevenção, repressão e tratamento. Primeira frente de ação, a prevenção deve voltar-se para a formação educacional, a fim de alcançar crianças, jovens e adultos. Na repressão, a atuação estatal deve buscar o desbaratamento das grandes quadrilhas organizadas, ao criar leis fortes, claras e efetivas, e investindo na área de segurança pública. A terceira frente, tratamento, compõe medida de caráter final e sanador. Para tanto, a criação de clínicas especializadas em desintoxicação e reintegração do dependente químico completaria o ciclo, dando maior efetividade às ações de mobilização.
Lastimavelmente, sem conseguirmos concretizar esses três passos, por essas paragens haverá, de fato, um mundo irrefreado, totalmente adulterado. Começando pela conotação que desenvolvemos para o termo flâneur… Se antes eram poetas, hoje são flanelinhas. Se antes eram olhos que funcionavam como janelas da alma, hoje são elementos espúrios da sociedade. Os dias de hoje nos têm servido para adulterar, ainda, muito mais que bombas de combustível e apetrechos materiais; nos têm adulterado o ideal ressocializador, e, ainda pior, nossas concepções humanísticas.

Nas linhas de um texto como este é latente o estado de catar-se, definido pelo pensador Aristóteles como o estado da alma a partir de uma descarga emocional provocada por um drama. As palavras parecem não mais alcançar a complexidade que a realidade revela. Mas, a capacidade de indignação de um povo não pode ser perdida e é preciso sair do estado de catarse e estabelecer soluções práticas. Esta é uma responsabilidade da sociedade e dos governos.

A Clínica Nova Aurora (Clínica de Reabilitação e Tratamento para Dependentes Químicos ~ Alcool ~ Drogas) conta com uma equipe de funcionários que estimula o uso de modelos de comportamentos positivos no interior da comunidade. Dispomos de psiquiatra, psicólogo, personal trainer, filósofo, técnico em dependência química, monitores e coordenador, com larga experiência na área, além de enfermeiro de nível superior. Nossa Clínica de Reabilitação se encontra ao lado de Recife-PE à poucos minutos do Centro. Atendemos também dependentes químicos de João Pessoa – PB, Maceió -AL e Natal – RN. Entre em contato conosco!

 



Cada vez mais, o impacto do consumo da maconha na saúde pública vem ganhando atenção por parte dos pesquisadores e autoridades. Até hoje seu uso é visto por muitos como recreativo, o que é perigoso. Deve-se ter muita cautela ao discutir o consumo dessa planta, que provoca danos psicológicos como a progressão potencial para outras drogas, dependência, prejuízos no processamento de informações, transtornos de ansiedade e psicose.

Delírio, alucinações, depressão e perda da capacidade de raciocínio são os sintomas mais comuns da esquizofrenia, muito semelhante às sensações proporcionadas pelo uso da maconha. Tida pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV) como um transtorno psíquico severo, a doença caracteriza-se principalmente pela alteração no contato com a realidade (psicose) e se manifesta habitualmente na faixa etária entre 15 e 35 anos. E, de acordo com estudos da OMS, atinge 1% da população mundial.

Cerca de 7% da população brasileira já experimentou maconha na vida, o que representa aproximadamente oito milhões de pessoas, segundo Dados do II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas feito pela unidade de pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD) da Universidade Federal de São Paulo. Pessoas com predisposição genética para a esquizofrenia são mais suscetíveis à influência da maconha. Seu consumo é capaz de intensificar os sintomas psicóticos desse transtorno, intensifica o reaparecimento de crises e piorar a evolução da doença.

O uso precoce de maconha, especialmente durante a adolescência, é um fator de risco de quadros psicóticos. A dose e a duração do uso podem aumentar o risco de transtornos mentais. Entre estes o pânico, a depressão maior e quadros esquizofreniformes. É preciso precaução quando se considera a maconha menos perigosa do que outras drogas, ainda mais quando os efeitos relacionados ao seu consumo, tais como a psicose, vêm sendo diagnosticados cada vez mais entre seus usuários.

*Médica psiquiatra especialista em dependência química da Clínica Novo Mundo
Fonte:UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas

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A codependência é um transtorno emocional que ocorre em pessoas que possuem algum familiar dependente químico. Normalmente, os portadores do transtorno são: o cônjuge, o pai, a mãe e outros que vivem em função do dependente, ou seja, dedicam a maior parte do seu tempo em função de ajudar a pessoa a ponto de deixar suas atividades de lado. Também pode ser gerado pela busca de se refugiar de situações dramáticas, da verdadeira identidade de um indivíduo e ainda de ambientes conflitantes e inseguros.

Pode-se perceber a manifestação do transtorno a partir dos seguintes sintomas:

Dificuldade de manter o equilíbrio em relacionamentos afetivos;
Frieza emocional para conseguir lidar com problemas;
Manias ligadas ao perfeccionismo;
Busca por fazer com que os outros aceitem seus pensamentos como únicos;
Compulsão por hábitos;
Sensação de incapacidade;
Baixa auto-estima;
Dores musculares;
Depressão.

Para buscar tratamento para o transtorno, a pessoa deve primeiramente aceitar sua condição. O tratamento é feito por meio de psicoterapias, grupos de ajuda, terapia familiar e alguns medicamentos.

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Como principal meio de utilização é o fumo, com a inalação da droga, o crack alcança o sistema nervoso central em questão de segundos por meio dos pulmões. O efeito é rápido, dura cerca de 3 a 10 minutos, causando euforia, mal-estar, alucinações, aumento dos batimentos cardíacos e problemas respiratórios.
A fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a disfunções. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito.

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Aqui estão alguns perigos do vício não resolvido em longo prazo, e até mesmo dos usos de cocaína em curto prazo, em alguns casos.
Necrose do tecido nasal. Aspirar cocaína provoca constrição dos vasos sanguíneos; constrição severa significa que a o tecido está sendo privado de oxigênio, o que pode levar à morte celular.

Ansiedade
Arritmia, ataques cardíacos e derrames. Cocaína coloca um enorme fardo sobre o sistema cardiovascular, eleva dramaticamente a freqüência cardíaca do usuário. Mesmo recuperado, o toxicodependente enfrenta um risco de ataque cardíaco sete vezes maior do que uma pessoa normal. O risco de ataque cardíaco é substancialmente mais elevado nas horas após tomar uma dose de cocaína.

  • efeitos-colaterais-do-uso-cronico-de-cocainaInsuficiência respiratória.
  • Insuficiência e danos nos rins
  • Infecção grave ou infecção por HIV / SIDA, por agulhas contaminadas.

 

 

 

 

 

 

 

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Um dado curioso é que, diferentemente do que se poderia imaginar, não são as complicações de saúde pelo uso crônico do Crack, mas sim os homicídios relacionados à mesma, que se constituem a primeira causa de morte entre os usuários. Os óbitos são resultantes de desavenças diversas, em muitos dos casos, envolvendo ações policiais ou punições de traficantes pelo não-pagamento de dívidas contraídas nesse comércio. Outra causa importante são as doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV, por conta do comportamento promíscuo gerado pela droga.

Estudos indicam que a porcentagem de usuários de crack vítimas de homicídio é significativamente elevada. O pesquisador Marcelo Ribeiro de Araújo acompanhou 131 dependentes de crack e concluiu que tais usuários correm risco de morte oito vezes maior que a população em geral. Segundo ele, cerca de 18,5% dos pacientes morreram após cinco anos. Destes, cerca de 60% morreram assassinados, 10% morreram de overdose e 30% em decorrência de AIDS.

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O consumo da cocaína, em grande parte dos usuários, aumenta progressivamente, sendo necessário consumir maiores quantidades da substância para se atingir o efeito desejado. Este fenômeno caracteriza o desenvolvimento de um tipo de tolerância à droga, mas de natureza diversa da tolerância observada no uso de álcool.

A tendência do usuário de cocaína é aumentar a dose da droga na tentativa de sentir efeitos mais intensos. Porém, essas quantidades maiores acabam por levar o usuário a comportamento violento, irritabilidade, tremores e atitudes bizarras devido ao aparecimento de paranoia. Esse efeito provoca um grande medo nos usuários, que passam a vigiar o local onde usam a droga e a ter uma grande desconfiança uns dos outros, o que acaba levando-os a situações extremas de agressividade. Eventualmente, podem ter alucinações e delírios. A esse conjunto de sintomas dá-se o nome de “psicose cocaínica“.

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